31/01/2007 17:48
Meu reveillon 2006/2007 em Florianópolis não foi tão legal quanto eu imaginava.

Lamento começar esse relato afirmando negativamente minhas experiências. Apesar que não é nada dramático começar escrevendo assim, pois nestes quatro anos de posts, já iniciei inúmeras vezes fazendo tempestade em copos d'água.
A viagem de ida a Santa Catarina foi cansativa, saímos de Sampa as 7H am da Quarta-Feira (27/12/2006) e só chegamos as 18H deste mesmo dia, o pior da viagem nem eram as piadas sem, graça de um dos meus amigos que estava indo juntos, e sim o fato do carro não ter som para escutar. Fomos cantando, e diga-se de passagem, muito mal, muito mal mesmo. Deveríamos ter levado um radio de pilhas ou um MP3 player, certamente a viagem seria menos desgastante como foi.





Lá a primeira decepção foi pagar mais do que tinha sido combinado com o hotel Tropicanas, que até tem boas instalações, porém seus serviços são arcaicos, digo isso para não ter que falar diretamente pré-histórico.

Acho que a maior decepção mesmo foi ter ido a Floripa e não ter visto quem eu gostaria, meu irmãozinho (ficante) que simplesmente resolveu não me visitar em Canasvieiras para ir a praia de Castelhanos no sul da ilha com os primos. Essa decisão excêntrica por parte dele me causou uma certa inquietação, e por incrível que pareça conseguiu me desestruturar nos dias que se seguiram.

Os encontros que eu havia planejado durante meses por msn e fone faziam parte da estratégia plano B que por sua vez simplesmente furaram. Impressionante, pois nunca aconteceu de escutar tantos "não posso" ou "hoje não dá" o que só veio a piorar meu humor. A impressão que eu tinha era que eu simplesmente não tinha valor algum, de fato naquele momento eu estava sem valor, estava mais pra moeda de 0,50 do que qualquer outra coisa.

Hoje para se conquistar alguém pelos moldes não politicamente corretos o essencial é pisar no outro, ou melhor, pisar não, você simplesmente precisa pular em cima do moleque, pisotear, chutar, aí sim ele te dará atenção, ficará totalmente louco na sua, e em hipótese alguma irá dizer aos 45 minutos do segundo tempo que não irá te visitar.
Aí você brother deve ta pensando agora o porque de eu não ter feito isso. Na verdade fiz, mas tenho o coração bom, e não quis usar dessas armas para conquistar alguém, quis ser bonzinho, como sempre sou com todos. E o pior, o feitiço se fez contra o feiticeiro, em outras palavras, criei uma cobra que iria me picar posteriormente.
O fato é que fiquei totalmente apaixonado, ele infelizmente desencanou após ter ficado algumas vezes. Eu até entendo, afinal dezoito anos só se tem uma vez, e a beleza que compõe o corpo e o rosto é algo que realmente me preocupou muito quando comecei a conversar com ele diariamente pela internet, pois sempre fiquei com moleques excepcionais, mas esse foi diferente, tinha o algo a mais que todos nós buscamos. Ele tinha o olhar apaixonante, completado por um sotaque de mané da ilha, integrado a um jeito peculiar aos garotos de sua idade. Todo este conjunto de masculinidade e beleza extrema me fizeram ficar totalmente loco no moleque, o pior de tudo isso é que ele nem sabe quão importante ele é para mim.
A importância é tão grande que cheguei varias vezes ao ponto de sonhar a noite, mas poderá, era exatamente tudo que eu sempre sonhei para minha vida.

Ao chegar em Sampa escutei do nosso amigo em comum de Floripa que o moleque de dezoito anos também havia ficado chateado por não ter me visto. Lamentável escutar isso, pois nos seis dias que fiquei em Florianopólis me senti triste e sem vontade de fazer muitas coisas.
Mesmo sem muita vontade de fazer balada ou ir a praia, me esforcei para ir na praia da Galheta tirar a roupa e "entrar" literalmente a fundo nas trilhas.

Nunca na vida havia tirado a roupa em frente a um monte de gente, a sensação de fazer naturismo é uma das sensações mais gostosas da vida, com exceção de tomar bala, essa sem dúvida é a melhor.

Mas o melhor da praia de Galhetas são as trilhas, lá rola uma putaria, então mesmo que se esteja desmotivado, sem forças e triste por ter levado um pé na bunda rola de tirar uns 20 minutos pra entrar nas trilhas da perdição e fazer um sexo rápido sem compromisso, em outras palavras, dar aquela gozada pra fechar o dia.

E foi isso que eu fiz, só ali percebi que de fato eu sou muito da hora em relação a grande maioria dos seres humanos, também fazendo o treino de louco que vinha seguindo a meses na academia só poderia me deixar muito bem. Esta afirmação acaba sendo controvérsia, pois principalmente as mulheres dizem que o meu corpo malhado não fica legal, dizem que pareço ter uns vinte e cinco anos. Isso me preocupa, pois nunca quis aparentar ser mais velho.





Esquecendo um pouco o fator idade, vamos voltar ao tópico praia de Galhetas, ou melhor, Trilhas de galhetas. Isso eu não posso esquecer de contar, afinal era muita gente nas trilhas querendo fazer um sexo. Eu acabei escolhendo um casal de namorados do estado do Paraná. Eram bonitos, mas isso não foi o principal fator para a escolha, de fato os escolhi pois eram masculinos, eram homens. Delicia... Ainda mais agora que eu to fazendo a dieta dos líquidos; deu sopa to comendo! Rs

Em meio aos arbustos que passavam a mim a impressão de ser uma cabana, como aquelas que nós tínhamos quando éramos crianças, dava um tesão a mais na hora de transar.

O ruim é que enquanto me chupavam no meio do mato, dava pra perceber uma movimentação de pessoas querendo ver a festinha. Por fim, comi os dois, foi gostoso comer e ver o outro chupar o passivo, e logo depois trocarem de posição para serem 100% comidos por mim.

Só de relatar esta história já fico de pau duro como uma pedra. O pior, tudo isso olhando para o computador em plenos escritório onde trabalho hoje.

Galera, vou tentar parar um pouco de reclamar da minha vida. Chega de ser coitado, eu sempre me saio bem em tudo, sempre consigo quem eu quero, mesmo que eu os perca dias depois.
Agora tenho que aprender a lidar melhor com o ser humano. Preciso aprender a cativar as pessoas, isso certeza que eu tenho como falha. Sou um ser individual, impar, tenho que ser mais coletivo para sobreviver a essa vida.

BOM SOL



enviada por Free Surfer






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